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Chama-se Heráldica, a arte de formar e descrever Brasões de Armas, também designada ARMARIA ou Arte do Brasão. Teve seu princípio por volta do século
XII, contudo sua origem vem a ser mais remota do que se pensa. Os símbolos pessoais e
familiares são antiqüissimos e com eles veio a Heráldica, quando eles
foram utilizados dentro dos escudos de combate. Esta Arte esteve ativa até o final do Século XVIII, quando a febre política da República, um movimento novo
que tomava conta do mundo desde a Queda da Bastilha na França, extingüiu, por vezes a fio de espadas, o Ofício de Brasonaria. Muitos Mestres
D'Armas foram
assassinados, Famílias inteiras eram banidas por continuarem ostentando seus Brasões nas soleiras de suas casas e Armoriais, livros que continham os Registros
Brasonários desde o século XII, foram queimados em praça pública, tudo isso porque os republicanos temiam que através desses simbolos o povo continuasse
ligado à Monarquia ou até mesmo, reinvidicasse a sua volta. Sob a constante ameaça das lâminas republicanas foi fácil impedir que isso acontecesse. Alguns clãs,
no entanto, conseguiram fazer com que a Tradição da Brasonária ficasse viva até os dias de hoje. Ocultaram os Armoriais em seus porões, alguns foram
embalados em baús de madeira tratada, ou de louças e enterrados em suas Quintas. Outros, na clandestinidade, conseguiram passar de Mestre para Discípulo e
de pai para Filho a Arte da Heráldica.
A Heráldica foi um idioma de excitantes figuras coloridas, de pássaros, bestas, peixes, sinais e símbolos que evoluíram durante a Idade Média, antes mesmo da
maioria dos homens poderem ler ou escrever.
Um arauto era designado para anunciar torneios (as chamadas "justas"), registrar as várias insígnias conseguidas
pelos seus senhores, levar mensagens e também fazer declarações de guerra. Na batalha, os únicos meios de identificação de um cavaleiro para seus amigos ou
inimigos eram suas insígnias pintadas em
seu escudo e bordadas em sua surcoat (espécie de blusa que cobria o peito da armadura) e sua Crista (quando havia),
pois na confusão o cavaleiro que era coberto por sua armadura, da cabeça ao dedo do pé, ficavam anônimos. Estes surcoats ou mantos eram frequentemente
rasgados na batalha, assim o escudo e a Crista que era presa ao capacete, e a que o frequentemente o identifica em toda a balbúrdia que envolvia-se na batalha.
Estas insígnias de cada cavaleiro eram normalmente atribuídas por um rei, em recompensa a atos de batalha, porém não foram raros os casos de famílias com
algum poder social que adotaram armas para o seu clã. Muitas foram as famílias que se agraciavam com um brasão de armas que as representasse, que
identificassem o valor e a nobreza de tal família.
Heráldica (ou armaria ou parassematografia) é a arte de formar e descrever o brasão de armas, que é um conjunto de peças, figuras e ornatos dispostos no
campo de um escudo e/ou fora dele, e que representam as armas de uma nação, país, estado, cidade, de um soberano, de uma família, de um indivíduo, de uma
corporação ou associação. A heráldica principiou no século XII, quando iniciou-se a utilização dos símbolos pessoais e familiares, que são antiqüíssimos, dentro
de escudos.
Os escudos heráldicos representam os escudos de guerra, onde os combatentes pintavam suas armas para serem facilmente identificados, e podem ter diversas
formas. Na atualidade, são mais utilizados o modelo francês e o português (boleado).
As cores utilizadas em armaria são conhecidas genericamente como esmaltes, que se dividem em Metais (ouro e prata), os Esmaltes propriamente ditos:
Vermelho (goles), Azul (blau), Verde (sinople), Púrpura, Preto ou Negro (sable) e os Forros
ou Peles: Arminhos e Veiros. Também são incluídas a carnação e as
cores naturais, embora não sejam Esmaltes.
O significado dos Esmaltes:
AS figuras Heráldicas podem ser:
O seu nome e a Heráldica
Na europa da idade média, no calor das batalhas, viver ou morrer dependia de saber distinguir o amigo do inimigo. Essa era uma tarefa difícil, com os cavaleiros
cobertos por armaduras. Assim, cada combatente costumava decorar seu escudo e sua túnica com um distintivo único, que o diferenciava dos demais. Surge
então a heráldica, nome proveniente do inglês "heralds", que eram os homens encarregados pelos reis para desenhar os brasões.
Arte que nasceu para atender a
nobres e cavaleiros, expandiu-se com o surgimento dos reinos e cidades, onde cidadãos importantes recebiam a sua cota de armas. Praticamente todas as famílias
de origem européia têm o seu brasão registrado nos antigos livros de armas.
A Concessão das Armas
Brasão e armas são termos heráldicos de igual valor e significam o conjunto de insígnias hereditárias, compostas de figuras e atributos determinados, concedidos
por príncipes e reis em recompensa por serviços relevantes. Podem ainda indicar marca ou
distintivo de linhagem premiada. A idéia de usar símbolos é muito
primitiva e na sua origem foi hieróglifa. Os primeiros que se tem conhecimento eram religiosos e indicativos de profissão, geralmente gravados no túmulo. A
origem do uso de símbolos heráldicos remonta à Idade Média, quando das Cruzadas. Para distinguirem-se dos outros exércitos e até mesmo para facilitar a
contagem dos mortos em batalha, os escudos eram pintados de certa cor ou com determinado símbolo.
Ao retornarem dos confrontos ou de outro país, muitas
vezes estes escudos eram enriquecidos com novos símbolos e cores. Os símbolos como sinais de honra e nobreza, que passavam de pais para filhos, começaram
a ser empregados nas armarias no final
do século X, tendo sido regularizado o seu uso e aperfeiçoadas suas regras nos três séculos seguintes. Mas as regras
precisas da confecção dos brasões e os termos próprios da heráldica somente foram estabelecidos ao final do século XV. Seu apogeu na Idade Média deve-se
ao ápice da cavalaria,
do romantismo na arte, da exaltação da família e da nobreza. Posteriormente os símbolos e cores foram usados em torneios da cavalaria,
evoluindo para o conjunto de símbolos e cores
concedidos por autoridades reais como recompensa por serviços prestados ou por feitos heróicos. Os símbolos
podiam ser transmitidos aos filhos e herdeiros, estabelecendo-se assim as linhagens. Com isto, nesta etapa da história da heráldica
formou-se um corpo de
nobreza com escudo de armas ou brasões, que raras vezes representavam feitos de guerras ou conquistas, mas sim o procedimento de antepassados mais ou
menos diretos e algumas vezes indiretíssimos.
Quase ao mesmo tempo foram criadas as armas de ordens militares, religiosas, da classe política e judicial. Ao final
das concessões, os brasões eram quase que exclusivamente outorgados a ocupantes de cargos políticos, pertencentes ao pequeno círculo da corte. No Brasil a
heráldica nasceu durante o Império Brasileiro e o uso dos títulos extinguia-se com a morte do titular. Os brasões eram concedidos a grandes fazendeiros, políticos
e outros que, de uma forma ou de outra, prestavam apoio ou préstimos à Coroa.
Todas as famílias possuem Brasões?
Muito provavelmente a resposta é não! A variedade de sobrenomes familiares é muito grande, existe um infinito número de sobrenomes diversos, porém em
contra-partida existe também um número muito grande de famílias que foram agraciadas com tal
símbolo em honra a algum feito histórico ocorrido com membros
ancestrais da mesma.A única forma de descobrir se existe um escudo para uma família é através da pesquisa heráldica séria, feita através de livros e fontes
confiáveis, pois existem muitos sites que dizem ter o seu brasão, mas que podem ser na realidade terem sido forjados recentemente, para de uma forma ou de
outra obter algum lucro com isso.
"Basicamente, um brasão corresponde à junção de vários símbolos e cores com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, tribos ou clãs . Não se sabe com
rigor quando é que esta prática teve início.A ciência que estuda os brasões é conhecida
como heráldica. A palavra brasão vem do alemão arcaico Brazen e
significa "tocar trombetas".Os brasões não eram fornecidos ao acaso para as pessoas. Tiveram suas origens em atos de coragem e bravura efetuados por grandes
cavaleiros, era uma maneira de homenagear os lutadores e suas famílias. Com o passar do tempo, como era um ícone de status, passou a ser conferido a famílias
nobres no intuito de identificar o grau social da mesma, assim sendo, somente os heróis ou a nobreza possuíam tal ícone e o poderiam transmitir a seus
descendentes."
e também AQUI
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