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HISTÓRIA DA FAMÍLIA MARQUES
As diversas famílias que possuem Marques constituindo seu nome, são originárias do tronco Marquez espanhol, que passando
descendentes para Portugal,
transformou-se em uma das Coroas Ibéricas (Portugal e Espanha); em 1580 passou a ter também representantes portugueses. Recebeu do Imperador do Sacro-
Império Romano Germânico (atuais Alemanha, Rep. Tcheca, Aústria, Bélgica e Países Baixos) da Espanha e Portugal, Carlos V, as armas dos Marques por carta
datada 24 de abril de 1545 à Dom Antonio Marques de Oliveira. Segundo pesquisas, cada parte no brasão tem o seu significado específico. No nosso caso, o
castelo com as portas abertas (em preto) significa um feito de defesa
de algum castelo no norte de Portugal ou no Norte da África (luta contra os muçulmanos no
século VIII). As duas chaves
cruzadas significam a reiteração e a guarda desse castelo. O castelo também pode significar aliança (casamentos) com a casa real de
Castela, na atual Espanha (talvez possuamos sangue nobre). Por fim, no brasão original o fundo é azul, significando que o possuidor do brasão possuia grande
virtude e relevância.
No brasão da Família Marques diz o seguinte: "descendentes da fidalguia espanhola de onde vieram com o sobrenome de "Marquez", o ramo português teve
início pelo ilustre e fidalgo senhor Dom Antonio Marques de Oliveira, Alcaide Mor de Coimbra, 1º Conde de Vilhadolide, Cônsul Geral em Antuérpia. Seus
decendentes diretos ocuparam importantes cargos junto à Realeza. O Brasão de Armas foi concedido em 1.582."
AS ARMAS
- As armas: escudo cortado, sendo o primeiro de ouro, uma águia estendida de negro, armada de vermelho, e o segundo de vermelho, uma cidade com sua
muralhas e torres ameadas, tudo de prata, sainte de um rio do mesmo. Timbre: a águia do escudo.
- Outros Marques usam: de azul, um castelo de prata, flanqueado por duas chaves adossadas de ouro com os palhetões para baixo.
CONFIRA
Nossa Familia Marques nasceu no seculo 16 em Portugal e foram grandes lutadores que ficam com os castelos após batalhas e
eram responsáveis pela povoação
daquele local para o reino se expandir; eram perfeitos com arco e flecha, principalmente
alonga distância, conseguiam acertar alvos facilmente a longa distância;
diz-se que o Robin Hood (o verdadeiro e não a ficção) eram um Marques que tinha ido morar na França; na história real, existiram vários Robin Hood's, mais o
françês da qual é baseado as histórias, era um Marques.
Os castelos tiveram uma importância muito grande nos tempos medievais, pois eram poderosos baluartes de defesa e residência de imperadores e reis. No seu
interior reuniam-se os exércitos, camponeses e vassalos, além dos rebanhos e toda produção da terra, que ficava a salvo da cobiça dos inimigos. Esses castelos
tinham meios próprios de subsistência, visto que muitas vezes eram assediados e cercados por longo tempo.
A figura do castelo, por tais condições e por seu simbolismo, é muito empregada na heráldica, obedecendo a determinados critérios para seu desenho. Uma regra
geral, nem sempre observada na prática, estabelece a composição entre metais e esmaltes: se o castelo for desenhado com um esmalte (cor), as suas portas
devem ser de metal; quando o castelo é desenhado em ouro, as aberturas (portas e janelas) deverão ser representadas em vermelho; se o castelo for de prata, as
aberturas devem ser representadas em preto.
O castelo não deve ser confundido com a torre. O seu desenho deve apresentar-se rigorosamente em um só bloco, com uma porta e duas janelas, o todo
sobreposto por três torres, geralmente com a do meio maior que as das laterais.
A presença do castelo em um brasão de armas significa que o seu portador participou com destaque em tomadas de assalto, ou despojos conquistados. Quando
representado de portas abertas indica sucesso na defesa ou tomada.

Tanto nos brasões portugueses quanto nos espanhóis o castelo representa, muitas vezes, aliança com a casa real de Castela. Nos brasões portugueses
concedidos na segunda dinastia, os castelos são alusivos a feitos de armas praticados no ataque ou defesa de praças de guerra do norte da África e outras
conquistas. Os castelos sobre ondas representam feitos ligados a praças marítimas. Finalmente, se o castelo por representado em prata sobre um campo de azul,
pode-se afirmar que o seu possuidor era pessoa de grande virtude.
A torre tem seu desenho próprio, não devendo ser confundida com um castelo. A palavra provém do latim "turre". É uma peça que se apresenta isolada e,
conforme o seu desenho, tem sua significação. A torre é parte de destaque do castelo e geralmente é representada com uma porta e duas janelas. A torre mais
alta ou de maior proeminência do castelo é chamada de torre de homenagem; quando aparece com três torres sobrepostas se diz donjonada; quando podem ser
notadas as janelas, esclarecida; quando aparece o teto, coberta; quando tem a porta com grade e pontas na parte inferior, é gradeada; quando a torre vem com
chamas nas janelas e sobre as ameias ou seteiras se diz ardente. A torre apresenta o seu corpo na forma arredondada. Já o torreão constitui uma derivação da
torre original, pois a forma do seu corpo é quadrada ou retangular, com uma porta e quatro ameias.

HERALGICA
Títulos de Nobreza
A ordenação moderna dos títulos de nobreza é a seguinte:
- Príncipe - do latim "princeps", "principis" (primeiro). Filho primogênito do rei, chefe de um principado, filho ou membro de família real. É o título de nobreza
mais elevado.
- Duque – do latim "dux", "ducis" (aquele que conduz).
- Marquês – título intermediário entre o de Duque e o de Conde.
- Conde – do latim "comes", "comitis" (companheiro).
- Visconde – do latim "vicecomes" (viceconde). Dado principalmente aos filhos caçulas dos condes e sua descendência.
- Barão – homem, varão, pessoa poderosa pela posição ou riqueza.
- Cavaleiro – do latim "caballarius" (escudeiro). Membro de Ordem de cavalaria.
Entre os títulos de nobreza figuram também as Grandezas de Espanha, títulos espanhóis concedidos a estrangeiros ilustres.
Título de Marquês
O Marquês é definido pelos escritos históricos como "senhor de alguma terra que está em comarca do reino". Na Catalunha foram intitulados Marqueses os
governadores da marca hispânica, costume seguido pelos Condes de Barcelona. O marquesado mais antigo remonta a Henrique II de Castela que, em 1336,
concedeu o título a Don Alonso de Aragón, tio do rei Don Pedro de Aragón. Em Portugal, também o marquês era o governador das marcas fronteiriças.
O SOBRENOME MARQUES
Sobrenome de formação patronímica: o filho de Marcos. Antigo Marquiz, Marquez [documentado noano de 1100]. Cortesão tirou do baixo latim Marquici, de
Marcus (nominativo). Walde, relacionou Marcos com Mars (*Maricos). Aplica-se a foema Marco, a personagens históricas: Marco Antônio, Marco Túlio,
Marco Aurélio, Marco Polo (Antenor Nascentes, II, 193). Patronímicos são apelidos que consistem numa derivação do prenome paterno. No latim ibérico
constituiu-se esse tipo de apelido com o sufixo "-ícus" no genitivo, isto é, "-íci". É quase certo que se trata de um sufixo ibérico "-ko", indicativo de descendência,
com as desinências latinas da 2ª declinação. Assim, por evolução fonética temos no português medieval -ez (escrito -es, porque átomo) -iz, -az (escrito -as,
quando átono). Por exemplo: Lopes (que vem de Lopo), Fernandes ( filho de Fernando) e Perez ou Peres ou Pires (filho de Pero, variante arcaica de Pedro).
Esta família é originária de Viscaya, onde se chamaram primitivamente Marquiz. Registra-se João Marques, alentado cavaleiro, que em 1248 escalou a muralha
da cidade de Sevilha, quando se ganhou aos mouros. Procedia de Marcos Gutierre, de quem faz honrosa memória a «Cronica geral de Espanha» (Anuário
Genealógico Latino, I, 63). Brasil: Assim como os demais patronímicos antigos - Eanes, Fernandes, Henriques, Simões, etc. - este sobrenome espalhou-se, desde
os primeiros anos de povoamento do Brasil, por todo o seu vasto território. No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Pedro Marques Rebelo, fal. antes de
1695, que deixou geração do seu cas., c.1664, com Maria Rodrigues, fal. no Rio, em 1677 (Rheingantz, II, 530). Rheingantz registra mais 18 famílias com este
sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosas descendêcias no Rio de Janeiro. Em São Paulo, entre as mais antigas, a de Rafael Marques, fal.
a.1594, em S. Paulo, onde deixou geração de seu cas. com Maria Fernandes (AM, Piratininga, 112). No Maranhão, procedem de Alexandre José Marques, que
deixou numerosa geração de seu cas. com Maria dos Prazeres Marques, naturais de Portugal. Foram pais de Agostinho José Marques, que fez seus
preparatórios no Colégio dos Nobres, em Lisboa, e foi cas. com Felicíssima Maria de Barros, neta, por linha de batina, do Cônego Maurício José Berredo de
Lacerda, da importante família Berredo, do Maranhão. Deste último casal, nasceram Augusto César Marques, proprietário, e César Augusto Marques, Dr. em
medicina - ambos com Cartas de Brasão de Armas, de sucessão. No Rio Grande do Sul, entre as mais antigas, a de João Marques, que deixou geração, por
volta de 1730, na Colônia do Sacramento, com Ana de Sampaio. Família originária de Portugal estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde passou, em 1838,
José Gomes Marques, natural de São Martinho, subúrbio de Lisboa, Portugal, que assinou termo de declaração, a 05.06.1848 , onde informa ser católico, ter
vindo para o Brasil com 17 anos de idade, tendo residência nele há 10 anos, e ser casado com uma brasileira (Spalding, naturalizações, 102). Linha Indígena: No
Rio de Janeiro, a de Domingos Marques, que deixou geração, em 1673, com Francisca Lopes, «mameluca forra» (Rheingantz, II, 528). No Rio Grande do Sul, a
de João Marques [1693-?], «índio». que deixou numerosa descendência, do seu cas., c.1723, com Ana de Sampaio, «índia». Teve filhos e netos, também
casados com índios, de Niterói e das Missões do Sul. Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçadoà religião Cristã, a
partir de 1497. Família de origem judaico-sefardita, expulsa da Península Ibérica, em fins do século XV, migrada para o Marrocos, norte da África, de onde
passou no século XIX, para a Amazônia [Brasil],estabelecendo-se no Município de Belém, Estado do Pará, à qual pertencem: I - Moysés Samuel Marques
[- 06.1907, Belém, Pará], que deixou viúva, filha e irmãos, quando do seu falecimento (Samuel Benchimol, Eretz Amazônia, 145; Wolff, Sepulturas, III, 52); II -
Salomão Marques, que deixou geração do seu cas.,por volta de 1895, com Anna Marques. Foram pais de José Salomão Marques [1899 - 26.02.1969, Rio, RJ]
(Wolff, Judeus na República, 352); III - os filhos de Samuel Marques, que deixou geração do seu cas. com Gimól Marques. A saber: A - Abraham Salomão
Marques [1869, Tetuão, Marrocos -], casado, sócio da firma S. Marques & Irmãos, estabelecida em Belém, à rua Nova de Santo Amaro. Requereu
naturalização em 1899; e B - Myses Salomão Marques, natural de Tetuão, comerciante, que requereu naturalização em 1899. Ambos, estabelecidos no Pará,
desde 1885 (Wolff, Judeus na República, 366). Heráldica: I - descendentes de João Marques: um escudo em campo azul, um castelo de prata e em cada lado
uma chave de ouro com os aros para cima; II - de Antônio Marques de Oliveira - Carta de Brasão de 24.04.1545: escudo dividido em faixa: na 1.ª, de ouro,
uma águia negra compassado do mesmo; na 2.ª, de vermelho, uma vila de prata com seus muros e torres com ameias. Timbre: uma águia do escudo. Brasil
Heráldico: III - Augusto César Marques - Carta de Brasão de 22.11.1875: escudo igual ao de seu irmão César - adiante. Diferença: uma brica de prata com um
farpão de verde; IV - César Augusto Marques - Carta de Brasão de 26.07.1875: escudo esquartelado com as armas dos Marques (I), Barros (II), Berredos
(III) e Lacerdas (IV). Diferença: uma brica de ouro, com uma arruela vermelha.
Informações tiradas do livro:
Dicionario Das Familias Brasileiras Tomo 1 2 Volumes por Antonio Henrique Da Cunha Bueno
ISBN: 33045998
Editora: LITOGRAFIA TUCANO LTDA.
Número de páginas: 3506
Encadernação: Encadernado
Lançamento: 15/12/1999
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